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O diretor da adaptação em anime de Witch Hat Atelier, Ayumu Watanabe (Akane-banashi, A Ilha das Sombras, Komi Can’t Communicate), comentou sobre os desafios em adaptar o mangá original de Kamome Shirahama.
Premiada mundialmente, a obra é reconhecida pela riqueza de detalhes do traço da autora. O anúncio do anime pelo estúdio BUG FILMS (Zom 100: Bucket List of the Dead) veio cercado por altas expectativas. A produção havia sofrido com adiamentos antes da estreia na Temporada de Abril deste ano.
Em entrevista ao portal Comic Natalie, o diretor comentou sobre os desafios com a adaptação, algo que percebeu desde que aceitou participar da produção.
“Eu pensei ‘Isso seria incrivelmente de difícil de transformar em anime. Então, quando a proposta de adaptação chegou até mim, minha reação foi ‘que empreitada arriscada’.”, afirmou Watanabe.
Em seguida, ele comentou sobre a importância de fazer jus ao estilo Shirahama: “Um dos pontos fortes da série é aquele nível de detalhes. Como um fã, eu não queria ver isso reduzido só por causa da animação.”
A decisão de abraçar a complexidade da obra original acabou gerando uma demanda maior para a equipe de produção. “Geralmente, na produção de anime há uma tendência em se acomodar com ‘já temos detalhes o suficiente’, mas para esse projeto, decidimos nos livrar dessa mentalidade. Isso implicou em desenhar muito mais e exigir maior qualidade e quantidade da equipe. Foi um desafio enorme.”, relatou o diretor.
Watanabe ainda revelou que a equipe pensou cuidadosamente em cada aspecto do mundo de fantasia criado por Shirahama, incluindo os padrões de movimentos das criaturas mágicas.
“Até mesmo algo simples como o tecido muda dependendo do material. Tivemos que questionar as convenções que trazíamos do nosso próprio mundo. Por exemplo, com as carruagens aladas, começamos nos perguntando se as criaturas que as puxavam bateriam as asas imediatamente ou somente após começarem a correr. O ecossistema é recriado da maneira mais completa possível e isso se torna parte do que confere a atmosfera desse mundo.”, completou.
Ainda sobre criaturas mágicas, o diretor revelou que os animadores ficaram tão ligados a lagarta-pincel que passaram a inserir cenas extras com a criatura: “Eles apenas adicionavam por conta própria. A lagarta-pincel ficava em ação no plano de fundo enquanto Coco e os outros conversam.”
Por fim, sobre a relação com Shirahama, Watanabe descreveu a autora como alguém que “vive dentro do mundo da história” e pensa em cada personagem e objeto como se existisse de verdade.
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Novos episódios de Witch Hat Atelier são adicionados na Crunchyroll todas as segundas, às 13h (horário de Brasília), com legendas e dublagem em português.
Fonte: Anime Corner
Fonte: ovicio.com.br