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Paul Schrader detona Dia D, de Steven Spielberg

15 de junho de 2026 | 16:04
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O cineasta Paul Schrader, conhecido principalmente por ter tido o roteirista do clássico Taxi Driver: Motorista de Táxi, de Martin Scorsese, teceu críticas contundentes a Dia D, o mais recente longa-metragem comandado pelo cineasta Steven Spielberg. O veterano utilizou as suas redes sociais (via World of Reel) para compartilhar a sua opinião sincera sobre a produção.

A avaliação negativa resumiu o novo projeto em poucas palavras. “Um chef renomado prepara um suflê com sobras”, declarou Paul Schrader, indicando que a obra apresenta conceitos narrativos exaustos e materiais reciclados para o público.

Opinião de Paul Schrader sobre Dia D, de Steven SpielbergOpinião de Paul Schrader sobre Dia D, de Steven Spielberg
Reprodução: Rede social

O profissional continuou a sua análise técnica interagindo diretamente com os seguidores na plataforma online. Ele concordou com a publicação de um usuário que descreveu a trama como “uma perseguição morna de 2 horas que culmina em 10 minutos de genialidade”.

A principal queixa estrutural do escritor aponta que a direção escolheu focar na parte completamente errada do enredo. “Ele contou a história errada. A história é o que acontece depois que as evidências são reveladas”, argumentou o realizador.

A relação profissional entre os dois nomes da indústria cinematográfica possui raízes profundas em Hollywood. A dupla integrou a clássica geração de realizadores da Nova Hollywood durante a década de 1970.

O seleto grupo responsável por revolucionar o cinema norte-americano incluía figuras de peso. Os diretores mantinham uma competição intensa e amigável nos bastidores ao lado de Martin Scorsese, Brian De Palma, George Lucas e Francis Ford Coppola.

A conexão mais notável entre Steven Spielberg e o colega de profissão aconteceu no início da carreira. O autor chegou a escrever o rascunho inicial do roteiro do clássico Contatos Imediatos do Terceiro Grau.

O texto original acabou rejeitado pelos produtores na época do desenvolvimento. O diretor justificou a decisão criativa afirmando que a versão assinada por Paul Schrader apresentava um tom excessivamente sombrio para a proposta abordada.

A nova divergência artística contrasta fortemente com o histórico recente de elogios trocados entre os realizadores. O roteirista elogiou publicamente as obras Amor, Sublime Amor e Os Fabelmans, incluindo os títulos nas suas listas de melhores dos anos em que foram lançados.

Dia D teve uma recepção positiva da crítica, mas vem dividindo fortemente o público. Alguns espectadores realmente não gostaram nada desta nova produção do lendário diretor.

Vale citar que, embora ainda realize projetos no cinema independente, Paul Schrader se tornou praticamente um recluso da indústria cinematográfica nos últimos anos, o que lhe permite divulgar algumas opiniões… brutalmente sinceras… sobre novos lançamentos.

Dia D, de Steven Spielberg, encontra-se atualmente em cartaz nos cinemas do Brasil.

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Fonte: ovicio.com.br

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