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Star Wars: O Despertar da Força (2015) não é mais o filme mais caro de todos os tempos. Uma nova revisão de documentos colocou Jurassic World: Domínio (2022) nesse posto.
Documentos acessados pela Fortune revelaram que o longa de Colin Trevorrow custou US$ 658,8 milhões brutos, superando os US$ 638,9 milhões brutos do episódio 7 de Star Wars.
Como um filme pode ser tão caro?


Filmado no auge da crise sanitária de 2020, o longa forçou a Universal a elevar drasticamente os custos da produção para adotar protocolos de segurança adequados. As filmagens também sofreram meses de adiamentos. Para entender a gravidade disso, pense na produção de um filme como uma obra civil: enquanto não acabar, a torneira de gastos continua aberta. Logo, qualquer atraso no cronograma significa uma explosão incontrolável no orçamento.
Mesmo com os sets parados, o estúdio precisa continuar pagando pelo aluguel de estúdios de som e equipamentos locados de longo prazo para não perder o direito de uso. Além disso, equipes de segurança, produtores de alto escalão e chefes de departamento continuaram recebendo para garantir que estivessem disponíveis no retorno.
Ter um elenco de peso não facilitou a situação. Os atores passaram por um período de isolamento de 5 meses no luxuoso Langley Hotel, no Reino Unido (um casarão do século XVIII com diárias superiores a US$ 600 por noite), o que pesou diretamente na folha de pagamento da Universal.
Como os incentivos fiscais ajudaram?


Londres não virou a nova Hollywood por acaso. O Reino Unido tem oferecido incentivos fiscais agressivos que, na prática, funcionam como grandes descontos no orçamento de uma produção. No caso de Jurassic World: Domínio, por exemplo, a Universal recebeu um reembolso de US$ 127,8 milhões em dinheiro. Com esse abatimento, o custo líquido real do estúdio para produzir o longa caiu de US$ 658,8 milhões para US$ 531 milhões.
O filme se pagou com a bilheteria?


Jurassic World: Domínio arrecadou cerca de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais. Em uma conta preliminar publicada em abril de 2023, o Deadline apontou que, até aquele momento, a Universal tinha faturado cerca de US$ 750 milhões no combinado de bilheteria, VOD e licenciamento para streaming. Por outro lado, os custos com marketing, residuais, participações e outros acordos totalizaram US$ 335,3 milhões. Somando isso ao custo de produção citado nesta matéria, cerca de US$ 866,3 milhões saíram dos cofres do estúdio, gerando um prejuízo contábil temporário de US$ 116,3 milhões.
Na época, contudo, o portal relatou um lucro líquido final de cerca de US$ 229,7 milhões para o longa. Essa diferença pode se explicar porque, além do Reino Unido, o filme garantiu incentivos fiscais em outras regiões, abatendo drasticamente o custo líquido de produção. Além disso, a arrecadação não para meses após o lançamento. Domínio segue sendo uma fonte constante de receita para a Universal através de licenciamentos, mídia física e merchandising.
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Fonte: Fortune
Fonte: ovicio.com.br