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Sabemos que a Remedy Entertainment é conhecida por desenvolver jogos criativos e altamente autorais, mas que nem sempre alcançam grandes números de vendas. Mas, aparentemente, há movimentos para que esse cenário mude, e sem comprometer a identidade da empresa.
O novo CEO do estúdio, Jean-Charles Gaudechon, comentou sobre os receios de parte dos fãs, que temem que sua passagem pela EA transforme a Remedy em uma empresa menos criativa.
“Houve muita conversa sobre a EA”, disse em entrevista ao The Game Business. “O que significa trazer alguém que passou pela EA? Eu entendo completamente o medo de: ‘ele vai trazer métodos que funcionam para uma empresa gigantesca e esmagar a alma de um estúdio como a Remedy?’”
O executivo apontou que a sua contratação aconteceu justamente porque ele compreende a essência do estúdio finlandês e sabe o que precisa ser preservado.
“Acho que fui escolhido porque sei exatamente o que a Remedy é. E o que precisa ser protegido, apoiado e desenvolvido. A Remedy é única. É um estúdio com uma criatividade incrível. Também é um estúdio que às vezes foi bagunçado aqui e ali, e isso faz parte da beleza dos jogos que criaram e da forma como foram feitos,” acrescentou.
Gaudechon afirmou que não pretende alterar a identidade construída ao longo de três décadas.
“Quem sou eu para mudar o DNA de um estúdio bem-sucedido há 30 anos? A Remedy é uma das maiores autoras de jogos, com produtos de assinatura muito fortes. Agora, vendo tudo por dentro, existe muito mais que podemos oferecer em termos de histórias criativas, insanas e gameplay extremamente autoral. Honestamente, ainda não alcançamos nem metade do potencial dos produtos que criamos.”
Ao mesmo tempo, reconheceu que propriedades como Control e Alan Wake poderiam ter vendido mais.
“Nosso acordo com a Annapurna serve para fazer nossos jogos e franquias brilharem ainda mais e alcançarem uma audiência que hoje não existe”, explicou. “É uma pena. Acho que Alan Wake deveria ter vendido mais. Control deveria ter vendido mais. Para mim, uma das primeiras coisas que precisamos resolver é justamente isso, antes até de tentar fazer mais jogos em certa medida. Primeiro, maximizar o potencial do que já temos, porque esses jogos são incríveis. E o cross-media vai nos ajudar nisso.”
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Fonte: The Game Business
Fonte: ovicio.com.br