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Cientistas exploraram uma caverna em uma ilha e encontraram vestígios de um mundo perdido com 1 milhão de anos

12 de junho de 2026 | 15:46
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Os fósseis de 1 milhão de anos encontrados em uma caverna na Ilha Norte da Nova Zelândia revelaram aves antigas, sapos e sinais de um ecossistema que desapareceu antes da chegada humana. A descoberta, perto de Waitomo, abre uma janela rara para florestas, erupções vulcânicas e mudanças climáticas que remodelaram a fauna local.

Entre os achados, o destaque foi Strigops insulaborealis, uma espécie antiga aparentada ao kākāpō.
Entre os achados, o destaque foi Strigops insulaborealis, uma espécie antiga aparentada ao kākāpō. – Imagem gerada por IA

O que os fósseis de 1 milhão de anos revelam?

Os fósseis de 1 milhão de anos mostram que a Nova Zelândia já abrigou uma comunidade de vertebrados bem diferente da atual. O material inclui 12 espécies antigas de aves e quatro espécies de sapos, algumas ainda pouco conhecidas no registro paleontológico do país.

Essa fauna antiga ajuda a preencher uma lacuna enorme entre os achados de St Bathans, datados de 20 a 16 milhões de anos, e o cenário mais recente encontrado pelos primeiros humanos. Para os pesquisadores, não era apenas um capítulo faltando, mas um volume inteiro da história natural de Aotearoa.

Onde a caverna foi explorada pelos cientistas?

A escavação ocorreu em uma caverna perto de Waitomo, na Ilha Norte, região famosa por formações calcárias e sistemas subterrâneos. O local preservou ossos entre camadas de cinzas vulcânicas, o que permitiu datar os vestígios com mais precisão.

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  • A caverna fica na Ilha Norte da Nova Zelândia.
  • O material foi analisado por paleontólogos da Flinders University e do Canterbury Museum.
  • Volcanólogos da Universidade de Auckland e da Victoria University of Wellington também participaram do estudo.
  • A pesquisa foi publicada na revista Alcheringa: An Australasian Journal of Palaeontology.

Quais espécies antigas apareceram no material?

Entre os achados, o destaque foi Strigops insulaborealis, uma espécie antiga aparentada ao kākāpō. Diferente do papagaio moderno, pesado e incapaz de voar, esse ancestral pode ter tido maior capacidade de voo, embora os cientistas ainda tratem essa hipótese com cautela.

  • Um parente antigo do kākāpō, importante para entender a evolução desse papagaio.
  • Um ancestral extinto do takahē, ave emblemática da Nova Zelândia.
  • Uma espécie extinta de pombo próxima aos pombos-bronzewing australianos.
  • Quatro espécies de sapos preservadas no mesmo conjunto fossilífero.
    Entre os achados, o destaque foi Strigops insulaborealis, uma espécie antiga aparentada ao kākāpō.
    Entre os achados, o destaque foi Strigops insulaborealis, uma espécie antiga aparentada ao kākāpō. – Imagem gerada por IA

Por que as cinzas vulcânicas foram decisivas?

As cinzas vulcânicas funcionaram como marcadores naturais de tempo. Uma camada veio de uma erupção de cerca de 1,55 milhão de anos, enquanto outra foi associada a uma grande erupção ocorrida há aproximadamente 1 milhão de anos.

Essa sequência também mostra que o ecossistema sofreu pressão intensa antes da chegada humana, estimada em cerca de 750 anos atrás. Os pesquisadores calculam que entre 33% e 50% das espécies da ilha desapareceram no milhão de anos anterior, em meio a mudanças rápidas de clima e eventos vulcânicos catastróficos.

O que muda na história natural da Nova Zelândia?

A descoberta muda a leitura tradicional sobre as extinções locais, muitas vezes concentrada apenas no impacto humano recente. Os fósseis de 1 milhão de anos indicam que supervulcões, alterações de floresta e mudanças de habitat já vinham redefinindo aves, sapos e outros vertebrados muito antes da colonização humana.

O conjunto encontrado na caverna mostra uma Ilha Norte em transformação, com florestas e áreas de arbustos alternando espaço ao longo do tempo. Para a paleontologia, esse material oferece uma base rara para comparar espécies extintas, parentes modernos e os efeitos naturais que moldaram a biodiversidade da Nova Zelândia.

Fonte: catracalivre.com.br

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