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Anvisa aprova novo medicamento para Parkinson avançado no Brasil

26 de maio de 2026 | 19:08
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Uma nova alternativa terapêutica para pacientes com Parkinson avançado acaba de ser aprovada no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro do medicamento Vyalev, indicado para pessoas que apresentam flutuações motoras graves e não conseguem mais obter controle adequado dos sintomas com os tratamentos disponíveis atualmente.

A nova terapia combina foslevodopa e foscarbidopa hidratada, substâncias que atuam diretamente na reposição e potencialização da dopamina, neurotransmissor essencial para o controle dos movimentos.

A terapia  contra o Parkinson funciona por infusão contínua subcutânea durante 24 horas
A terapia  contra o Parkinson funciona por infusão contínua subcutânea durante 24 horas – iSTock/Jacob Wackerhausen

O que acontece no Parkinson

O Parkinson é uma doença neurodegenerativa progressiva causada pela perda gradual de células cerebrais responsáveis pela produção de dopamina. Com a redução dessa substância, o cérebro passa a ter dificuldade para controlar movimentos e funções motoras.

Os sintomas mais conhecidos incluem tremores, rigidez muscular, lentidão nos movimentos e alterações posturais. Mas a doença também pode provocar alterações no sono, perda do olfato, dores no corpo, fadiga, depressão e dificuldades cognitivas.

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Segundo estimativas internacionais, cerca de 10 milhões de pessoas vivem com Parkinson no mundo. A condição é mais comum após os 65 anos, embora também possa surgir em outras faixas etárias.

Novo tratamento funciona 24 horas por dia

O diferencial do Vyalev está na forma de administração. O medicamento é aplicado continuamente sob a pele por meio de um sistema semelhante a uma bomba de insulina.

A infusão ocorre durante 24 horas por dia, permitindo liberação constante das substâncias no organismo, inclusive durante o sono. O objetivo é evitar oscilações frequentes nos sintomas, conhecidas como flutuações motoras.

Essas oscilações fazem com que o paciente alterne períodos em que consegue se movimentar normalmente e momentos em que os sintomas retornam de forma intensa.

Como o medicamento age no cérebro

De acordo com a Anvisa, a foslevodopa aumenta os níveis de dopamina no organismo, ajudando a melhorar o controle motor. Já a foscarbidopa potencializa a ação da substância e ajuda a prolongar seus efeitos.

Como o Parkinson está diretamente relacionado à perda de dopamina no cérebro, a estratégia do tratamento busca manter níveis mais estáveis do neurotransmissor ao longo do dia.

Isso pode contribuir para reduzir episódios de travamento corporal, rigidez e dificuldades motoras severas.

Estudos mostraram melhora no controle dos movimentos

A aprovação do medicamento levou em consideração estudos clínicos realizados com pacientes em estágio avançado da doença.

Segundo os resultados analisados pela Anvisa, os participantes passaram mais tempo do dia com os movimentos controlados e apresentaram redução das oscilações motoras.

O tratamento já havia sido autorizado anteriormente em países como Estados Unidos, Reino Unido e Japão.

Parkinson também pode afetar memória e comportamento

Embora seja conhecido principalmente pelos sintomas motores, o Parkinson também pode afetar funções cognitivas e emocionais.

Alterações de humor, ansiedade, depressão e problemas de memória podem surgir ao longo da progressão da doença. Estudos apontam ainda que cerca de 30% das pessoas com Parkinson desenvolvem demência associada à condição.

Por isso, especialistas reforçam a importância do acompanhamento multidisciplinar, envolvendo neurologistas, fisioterapia, atividade física, terapia ocupacional e suporte psicológico.

Fonte: catracalivre.com.br

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