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Em 1986, após desentendimentos com os editores da Marvel, John Byrne deixou a revista dos X-Men e assinou com a DC Comics. Ele chegava com uma tarefa ambiciosa. Enquanto Frank Miller reformulava o Batman, Byrne assumia o desafio de fazer o mesmo com o Superman, estabelecendo uma nova origem e uma nova mitologia para o herói. Embora o seu Homem de Aço tenha sido um enorme sucesso, o autor odiou a maior parte do tempo em que trabalhou com o personagem.
Falando para o Hollywood Reporter, Byrne revelou que a experiência foi completamente arruinada por promessas quebradas e interferência corporativa. Ele aponta que a raiz de sua frustração foi a falta de palavra da editora no quanto de liberdade ele tinha para reformular o herói.”Eu costumo dizer que gostaria de nunca ter feito o Superman, porque a DC mentiu para mim em cada etapa do caminho“, desabafou o autor.
Por algum tempo, Byrne chegou a acreditar que o projeto tinha tudo para ser a realização do maior sonho de sua vida, mas se transformou em uma “sequência interminável de decepções e frustrações“, o que o levou a pedir demissão da revista poucos anos depois.
Olhando para trás, o autor avalia que, se tivesse trabalhado com o Batman no lugar do Superman, teria aproveitado melhor sua passagem pela DC, já que o herói de Gotham talvez trouxesse menos resistência às suas ideias.
Apesar de guardar mágoas do processo criativo com a editora, Byrne não odeia a DC a ponto de recusar pagamentos por suas contribuições na franquia. “Olha, eu acabei de receber um cheque fenomenal pelo filme mais recente do Superman. Eu sou o oposto do Alan Moore. Eu aceito o dinheiro.“, declarou.
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Fonte: The Hollywood Reporter
Fonte: ovicio.com.br