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Como os pombos percebem o campo magnético da Terra?

17 de junho de 2026 | 18:08
Dezenas Divertidas

A capacidade de como os pombos percebem o campo magnético da Terra sempre despertou a curiosidade de cientistas e observadores da natureza. Essas aves conseguem encontrar o caminho de volta para casa mesmo após percorrerem longas distâncias, utilizando mecanismos biológicos extremamente sofisticados. Uma pesquisa recente trouxe uma descoberta surpreendente ao indicar que sensores magnéticos podem estar ligados a células imunológicas localizadas no fígado, abrindo novas possibilidades para compreender como funciona a navegação dessas aves.

Uma das descobertas mais recentes sugere que a percepção magnética pode estar relacionada a macrófagos, células do sistema imunológico que acumulam ferro no organismo
Uma das descobertas mais recentes sugere que a percepção magnética pode estar relacionada a macrófagos, células do sistema imunológico que acumulam ferro no organismo – Imagem gerada por IA

Como os pombos encontram o caminho de volta para casa?

Os pombos possuem uma habilidade de orientação impressionante. Durante décadas, pesquisadores acreditaram que eles utilizavam diferentes referências ambientais para navegar, incluindo a posição do Sol, marcos visuais e sinais magnéticos presentes no planeta.

Mas, ao contrário do que a cultura popular sugere, eles não adivinham para onde ir; eles utilizam um complexo sistema chamado “bússola solar” para conseguir retornar ao ninho de origem. O canal @DivulgacaoCientificaUFABC preparou uma animação didática que desconstrói mitos e explica passo a passo a ciência por trás desse senso de direção impressionante:

Como os pombos percebem o campo magnético da Terra?

Uma das descobertas mais recentes sugere que a percepção magnética pode estar relacionada a macrófagos, células do sistema imunológico que acumulam ferro no organismo. Os pesquisadores encontraram uma grande concentração dessas células no fígado dos pombos, próximas a fibras nervosas.

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Essa hipótese ganhou força após análises detalhadas dos tecidos das aves. Entre os principais fatores observados pelos cientistas estão:

  • Alta concentração de ferro nos macrófagos.
  • Proximidade entre células imunológicas e nervos.
  • Possível sensibilidade às alterações do campo magnético.
  • Capacidade de transmitir sinais para o cérebro.

Embora ainda existam perguntas sem resposta, a descoberta representa um avanço importante na compreensão da magnetorrecepção em aves.

Por que o fígado pode funcionar como uma bússola biológica?

O fígado sempre foi conhecido por suas funções relacionadas ao metabolismo e à filtragem de substâncias. No entanto, a presença de células ricas em ferro próximas ao sistema nervoso levou os pesquisadores a considerar uma nova função para esse órgão.

Para testar essa teoria, cientistas realizaram experimentos com pombos treinados para percorrer longas rotas. Os resultados indicaram que alterações nessas células prejudicavam a capacidade de navegação em dias nublados, quando as referências visuais estavam reduzidas.

Os testes revelaram alguns comportamentos importantes que reforçam essa hipótese:

  • Dificuldade de orientação quando os macrófagos eram afetados.
  • Melhor desempenho em condições de céu aberto.
  • Dependência maior da bússola interna na ausência do Sol.
  • Integração entre sinais magnéticos e visuais.
Células de ferro no fígado de pombos agem como bússola magnética na ausência do Sol.
Células de ferro no fígado de pombos agem como bússola magnética na ausência do Sol. – Imagem gerada por IA

Outros animais também conseguem detectar o campo magnético da Terra?

A magnetorrecepção não é uma exclusividade dos pombos. Diversas espécies utilizam o campo magnético terrestre para orientação, especialmente durante migrações e deslocamentos de longa distância. Esse fenômeno está presente em diferentes grupos animais e demonstra como a evolução desenvolveu soluções eficientes para a navegação.

Entre os exemplos mais conhecidos estão tartarugas marinhas, baleias, morcegos, lagostas e algumas espécies de peixes. Apesar dos avanços recentes, os cientistas ainda investigam se todos esses animais utilizam mecanismos semelhantes ou se cada grupo desenvolveu estratégias próprias para interpretar os sinais magnéticos do planeta. As novas descobertas envolvendo os pombos reforçam a ideia de que ainda existem muitos segredos sobre a forma como os seres vivos interagem com as forças invisíveis da Terra.

Fonte: catracalivre.com.br

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