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Uma jovem que perdeu o próprio mundo viaja de planeta em planeta atrás de algo que nem ela sabe direito o que é. Seria pertencimento ou algo diferente? Ela busca se encontrar ou está fugindo de quem realmente é? Parece um pouco dos dois. Guardadas as devidas proporções — e com uma espada funcionando como MacGuffin —, Supergirl (2026) segue a mesma premissa base de Mulher do Amanhã, a aclamada HQ de Tom King, Bilquis Evely e Matt Lopes. Mas será que a fórmula funciona nas telas?
Bem, eu não tenho — e nem poderia ter — essa resposta ainda. Afinal, isto não é uma crítica ou uma resenha, mas sim um texto de primeiras impressões baseado nos 30 minutos iniciais do filme.
Seu próprio caminho


Embora pertença ao mesmo universo de Superman (2025), o filme adota uma identidade visual própria. Longe da Metrópolis solar e de tons azulados, o ambiente de Supergirl — quando não está ambientado em um deserto — aposta no contraste direto entre a escuridão do espaço e a iluminação em neon, consolidando uma proposta estética de western espacial.
A apresentação da narrativa é ligeira. Em poucos minutos, as bases da trama são estabelecidas de forma direta: a rotina de Kara Zor-El, o desejo de vingança de Ruthye pela morte do pai e a urgência em salvar Krypto, que tem apenas três dias de vida após ser ferido por uma flecha envenenada. O longa-metragem comprime esses elementos iniciais da HQ, dando prioridade imediata a ação e ao movimento da jornada.
Outra novidade em relação ao material de origem é a introdução do Lobo. Embora o personagem estivesse nos planos originais de Tom King na concepção do projeto, ele não entrou na HQ finalizada. Nos cinemas, ele se junta a Supergirl e Ruthye por um interesse mútuo, interpretado por Jason Momoa com a energia característica de um motoqueiro beberrão e imponente.
Foco no espetáculo


Para contextualizar a experiência, a exibição de 30 minutos não ocorreu de forma corrida, mas sim por meio de trechos selecionados, sendo o bloco inicial o mais longo, com cerca de 15 minutos.
Pelo que foi apresentado nesses recortes, a direção de Craig Gillespie indica uma abordagem focada nas consequências físicas da ação e em como os combates afetam o ambiente ao redor. Visualmente, isso se traduz em planos de câmera em travelling que acompanham a movimentação dos personagens pela pancadaria, priorizando a escala do espetáculo.
Por se tratar de um corte promocional voltado a apresentar o escopo do projeto, o material foca nas cenas de maior impacto, deixando para o corte final dos cinemas o desenvolvimento completo da dinâmica intimista entre Kara e Ruthye que tanto caracteriza a HQ original.
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Fonte: ovicio.com.br